quarta-feira, 1 de junho de 2011


ás vezes queria ter controle sobre minha mente, assim poderia escolher em ficar inconciente até cada palavra se cansar e ir embora. Até cada momento ruim acabar, como em um filme quando adiantamos pro beijo dos mocinhos, ou em um livro quando folheamos rapidinho só pra chegar na parte legal e não ter que ler tanto, do mesmo geito que não quero mais chorar tanto. Prefiro ficar sem entender do que sentir como se cada lágrima fosse um pedaço de min, mais um pedaço destruído, que está indo embora, porém nunca sem deixar suas marcas. Marcas que curativo algum vai esconder.


Rafael Romão

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